quinta-feira, 4 de abril de 2013

Análise do comercial do Mercedes Benz Classe A

Acabei de assistir o novo comercial do Mercedes Benz Classe A e sinceramente não consegui ter uma opinião formada a respeito. 
Por um lado eu amei, achei uma ótima sacada aproveitar um hit de sucesso e  associá-lo ao produto. Por outro fica a dúvida: o conteúdo está adequado ao público alvo?
O vídeo apresenta o novo Classe A com a trilha do funk Ah lelek lek lek, (música Passinho do volante) e associa o Ah da música com o A de classe A.




Antes de analisar o comercial, fiz uma pesquisa para conhecer mais sobre o carro e os objetivos da montadora.Lançado em duas versões, Style que sai por R$ 99.900,00 e Urban que custa R$ 109.900,00, o Classe A chega ao mercado para combater seus arquirrivais Audi A3  e o BMW Série 1.A meta da montadora é vender duas mil unidades neste ano, e o alvo é atingir principalmente os jovens já que a marca é tradicionalmente associada a consumidores mais velhos.Concordo que o funk é uma linguagem jovem e ousada, mas daí a associá-lo a um bem de R$100.000,00 há uma distância enorme.Será que atualmente para fazer sucesso em publicidade basta criar uma campanha viral, não se importando com os velhos conhecidos critérios de marketing, como os múltiplos P´s, por exemplo? Onde fica a adequação do conteúdo ao público alvo? Uma coisa é atingir e contagiar o público ( nesse quesito o comercial é perfeito, coloca o produto na "boca do povo" principalmente pelo refrão grudento), outra é trazer retorno.Propaganda é o ato de divulgar produtos, ações e ideias. Já a publicidade é fazer isso com o intuito de gerar lucro para o anunciante. Portanto, como propaganda, o comercial está de parabéns, agora como publicidade... fica a dúvida.Parece que a publicidade adquiriu uma nova filosofia, a do "aparecer" a qualquer custo sem se importar se para isso desqualificamos nosso produto ( como neste caso). A culpa é de todos nós, que damos valor além do merecido a programas do tipo reality show, (que de realidade não têm nada), ou quem sabe a culpa é do governo que incentiva a venda de carros com redução de IPI, fazendo com que qualquer pé de chinelo tenha um carro, mas cultura que é bom, nada. O fato é que a nova safra de criadores sente-se pronta para ousar frente as múltiplas possibilidades oferecidas pelas novas mídias, mas na verdade, ao que parece, ainda está perdida. :(E você o que achou do comercial? Comente.

2 comentários:

  1. um exemplo que eu posso citar é o perfume Drakkar Noir, que é um perfume clássico, masculino e mais sofisticado, que tem atraído homens requintados desde os anos 80, e que pra minha tristeza pessoal, estão usando o jogador Neymar como garoto-propaganda. Não é um perfume de garotos. Talvez queiram uma nova abordagem, mas e o público fiel?

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    1. Oi Whitney, pode ser que o pessoal de marketing considere que o "público fiel" já está plenamente conquistado e se o objetivo deles for ampliar o market share deve-se atingir outros nichos de mercado. Mas, acho que isto deve ser feito com muito cuidado para não comprometer tudo o que já foi conquistado...
      Agradecemos seu comentário, continue participando.
      Abraços (",('o',)

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